A origem de um partido

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Por Pedro Spiacci (@pedrospiacci)

Hoje, a cada dia, há uma nova notícia de um grupo que tem o interesse de formar um partido. Estas pessoas se organizam, criam estatutos, começam a disseminar as ideias e atraem interessados em outros estados.

A partir daí, estão aptos para organizar os diretórios estaduais que vão liderar o processo de coleta de assinaturas. O partido precisa alcançar o número de assinaturas igual a 0,5% dos votos válidos na última eleição para a câmara dos deputados – hoje, cerca de 500 mil pessoas. A importância dos diretórios locais é que os signatários devem ser divididos em, pelo menos, nove estados, onde devem representar, no mínimo, 10% do eleitorado do estadual.

Recentemente, dentro da data limite para a disputa da próxima eleição, duas novas legendas foram criadas e ainda a Rede Sustentabilidade foi rejeitada. Um deles é o PROS, que se uniu ao PP na Câmara, e, com isso, formou a terceira maior bancada na casa. O outro é o Solidariedade, que, com 22 deputados, é o nono mais poderoso do congresso nacional. Porém, antigamente, durante o regime militar, as coisas funcionavam de forma diferente e a luta era muito maior.

Tendo em vista esta dificuldade, quando me formei em jornalismo (dezembro de 2012), realizei um extenso trabalho de pesquisa sobre a origem do Partido dos Trabalhadores em Londrina e, consequentemente, no Brasil. O resultado foi um rádio documentário que recebeu nota dez da banca e que mostra muita coisa: como é a origem, o trabalho de consolidação da legenda, as dificuldades dos governos, a influência de atitudes nacionais no diretório local e outras curiosidades sobre o funcionamento das siglas no país.

Importante ressaltar que Londrina não foi o berço do PT, mas a movimentação no norte do Paraná é muito semelhante àquilo que se viu em São Paulo. Além disso, os petistas londrinenses têm muita força nacionalmente e este é outro ponto que será tratado durante o rádio documentário.

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