Não veremos outra pessoa como Nelson Mandela

Nelson Mandela
Nelson Mandela

Por Pedro Henrique Marum

Entre hoje e amanhã, um monte de gente mais qualificada do que eu irá escrever sobre Nelson Mandela. Vários especiais vão sair e quem não conhece a fundo a história do maior estadista do Século XX terá a chance de ganhar um herói. Não quero ser pretensioso, portanto. Apenas não quero perder o momento, pois sinto que devo rabiscar algumas palavras.

“Sempre parece impossível até que seja feito”

Quando Mandela foi libertado do cárcere pelo qual havia vivido seus últimos 27 anos, a África do Sul era um país à beira da guerra civil. Unir um país separado por tão profundas raízes e machucado por feridas tão intensas, mais abertas do que nunca, parecia impossível.

Só um homem como esse homem, o mais especial dos homens, poderia conseguir trabalhar da forma certa. A África matou apenas o Apartheid. Ideias de guerra e segregação não demoraram a ser deixadas ao relento. Antes dele, milhões de sul-africanos jamais haviam ido às urnas. Jamais haviam sido tratados como cidadãos. Odiado por parte da maioria sul-africana logo que saiu da prisão, preferiu não demitir os seguranças brancos que herdara de seu antecessor e parceiro de Prêmio Nobel da Paz, Frederik de Klerk. Pôs sua vida na mão de homens que poderiam tirá-la. “Se quero acabar com a segregação, como posso segregar os homens que irão trabalhar comigo?”, dizia ele.

Madiba poderia ter se vingado. Como tantos líderes de seu continente, poderia ter oprimido seus opressores. Não. Não Mandela. Ele derrotou a opressão com ideias, com compaixão. Venceu a opressão com altruísmo. Mandela foi sublime. Transformou a África do Sul numa referência de luta. Libertou seu povo. Se transformou em modelo para todos os outros. Viu os dois maiores eventos esportivos de apenas uma modalidade serem sediados em sua casa. As Copas do Mundo de rúgbi e futebol voltaram a atenção do mundo de volta ao país, mas com um olhar totalmente diferente daquele lançado durante as décadas anteriores.

“Não veremos de novo pessoas como Nelson Mandela”

Esta frase definiu o discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, logo após o anúncio da morte do líder sul-africano.

Não veremos outras pessoas como Nelson Mandela.

Se por um lado deixou legado social incrível, por outro deixou ideias e feitos políticos visionários. Um estadista no mais puro significado da palavra. Amado por legiões, odiado por ninguém.

Não veremos outras pessoas como Nelson Mandela.

Hoje, Madiba descansou. Sofria há muito e os antibióticos não faziam mais efeito em seu abatido corpo. Deixou este planeta, pelo qual fez e faz tanto. E fará tanto. Fará, porque legados não morrem. Fará, porque gigantes não são esquecidos. Fará, porque heróis vivem para sempre. Fará, porque citaremos Mandela até que este mundo pereça, talvez um pouco mais digno de ter sido lar do maior dos seres humanos.

“A morte é inevitável. Quando um homem fez o que considera seu dever para com seu povo e seu país, pode descansar em paz”.

Não veremos outras pessoas como Nelson Mandela.

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2 comentários sobre “Não veremos outra pessoa como Nelson Mandela

  1. nelson mandela e um exemplo de união e amizade ele sempre ficara em nossos coracoes

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