Dilma vai ganhar

dilma

Por Gustavo Vaz

Estamos a um ano das eleições majoritárias de 2014 e a sentença que compõe o título parece arriscada? Sim. Alguns podem achar leviano e até um puro palpite de minha parte – quem me conhece sabe que eu adoro dar uma de oráculo, porém, a vitória de Dilma parece ser algo inevitável, ainda mais se ela continuar singrando nesta calmaria atual.

A pesquisa do Datafolha, divulgada neste sábado (12/10), evidencia bem a larga vantagem da ex-guerrilheira. Em todos os cenários, Dilma tem mais de 37% das intenções de voto e, pelo menos, nove pontos percentuais de vantagem para o nome mais próximo.

Levando em conta, a quantidade de gente que não está nem aí para a eleição ainda e o número naturalmente grande de indecisos desta época, tal dado é impactante – até porque há uma tendência dos indecisos se juntarem ao líder das pesquisas no fim das contas. Ou seja, Dilma só sai do Planalto se algo sobrenatural acontecer. E se acontecer, o PT tem “apenas” Lula como “carta na manga”.

Será necessária uma catástrofe, uma reviravolta impressionante, para Dilma e sua base perderem votos a ponto de perderem o pleito de daqui doze meses. Se os protestos de junho não foram capazes de tirar o favoritismo e a popularidade da presidenta a ponto dela se ver atrás de algum (possível) concorrente nas sondagens, duvido muito que uma nova onda de levantes consiga impulsionar tal fato. Um escândalo de proporções do “caso Collor”, talvez, seja a única possibilidade para acender o pavio.

Alguns podem dizer, “e o Mensalão, que terá um novo julgamento?”. O Mensalão, apesar de gerar ódio em boa parte das pessoas, foi há distantes oito anos e, aparenta estar distante de Dilma. Tanto que ela e a base aliada conviveram com o bombardeio da mal preparada imprensa brasileira (a tão falada “velha mídia”) no ponto mais agudo de 2012, e mesmo assim tiveram suas imagens ilesas e, talvez, até mais fortalecidas, dados os resultados vistos nos pleitos municipais, e nas pesquisas de popularidade da presidenta.

E sobre os concorrentes dela? Como já falei inúmeras vezes, Aécio é um nome que pode angariar votos, é o futuro do PSDB, mas não é nome para 2014, e sim para 2018.

Marina Silva, a possível grande rival de Dilma, não conseguiu legalizar sua Rede Sustentabilidade, e numa manobra ao melhor estilo “raposa”, filiou-se ao PSB para formar uma chapa junto ao ascendente Eduardo Campos. A princípio, parece uma maneira inteligente, se junta a boa imagem de Marina, com os votos que Campos adquiriria, mais seu eleitorado cativo regional. Porém, Marina pode ter apenas desgastada sua imagem ao pular de partido em partido apenas para se lançar a presidência. Mostra que ao contrário do imaginado por muitos, ela não difere em nada dos outros tantos políticos tão execrados pelo público em geral, principalmente, pelos “herois do gigante que acordou” – e que tanto apoiam o nome da ambientalista. E Eduardo Campos, também não tem um nome forte para chegar numa vitória.

Anúncios

2 comentários sobre “Dilma vai ganhar

  1. Só se houver muitas idéias sociais boas do PSDB (com força total com Aecio e FHC)e muitas idéias ambientais e progressistas do Eduardo Campos com Marina,para poder levar as eleições para o segundo turno.

  2. Minha opinião é curta e clara “Todo político é farinha do mesmo saco” só um extra terrestre do bem pode ter merecimento para ser um presidente conforme o povo quer, infelizmente não existe entre os humanos que tem essa capacidade, por isso meu voto é para a Dilma.

Os comentários estão desativados.