Os perigos das atitudes padronizadas de Dilma

dilma

Por Gustavo Vaz

Nos últimos dias, foi divulgada uma pesquisa CNI/Ibope que indica uma aprovação boa do governo da presidenta Dilma Rousseff. 54% dos abordados disseram aprovar a petista. O percentual dos que consideram seu governo ótimo ou bom subiu de 31% em julho para 37% em setembro.

Os números citados acima botam na mesa uma reflexão: o quanto “café-com-leite” pode estar sendo a gestão Dilma? Uma conclusão possível da pesquisa é que Dilma não erra tanto para ser achincalhada, porém não satisfaz a ponto de carregar estes que a aprovam para serem seus eleitores.

Outra vertente possível, e que já citei em textos passados – assim como os colegas de blog – é que a onda dos protestos de junho ainda não foi totalmente dissipada, ou seja, aquele pensamento de desapego à estrutura política vigente e tradicional ainda não está completamente morta. Prova disso é a porcentagem de Marina Silva, que chegou a estar oito pontos percentuais atrás de Dilma, nas intenções.

Mesmo com uma plataforma de governo – se for a mesma de 2010 – unilateral, no campo ambiental, e vazia nos outros setores, Marina desponta como a grande rival da petista para o ano que vem, numa disputa polarizada entre duas mulheres – algo inimaginável neste país, até poucos anos atrás.

Contudo, a cúpula petista, que deve trazer Lula aos holofotes na campanha do ano que vem, invariavelmente, não pode deixar de analisar e levar em conta a primeira hipótese aqui explicitada. Dilma já chegou muito perto de ganhar a pecha de inerte nos protestos de junho ao demorar em se manifestar e tomar medidas. Quando apareceu pela primeira vez, ainda deixou uma impressão de leniência. Somente dois dias depois, numa reunião com os 27 governadores, é que Dilma mostrou pulso firme, assim escapando de se meter num buraco imenso, e talvez, decisivo (sim, já) para 2014.

O perigo tucano parece estar distante, momentaneamente. Aécio Neves parece ser, ainda, um nome a ser lapidado pelo partido para ser um competidor real a presidência, algo que pode só acontecer em 2018. Ainda por cima, a ala paulista e desgastada parece não acordar para a vida, e quer colocar Serra ou Alckmin como o representante tucano na luta pelo Planalto. Por mais que seus nomes estejam absurdamente desgastados por derrotas e escândalos.

Porém, o que houve em junho, mais os vinte milhões de votantes que Marina teve em 2010, mostram que Dilma e sua equipe não podem dormir no ponto. O Brasil evidencia sim, por estes fatos, que pode botar uma pessoa “neutra” no poder (assim como fez em 1989, com resultados desastrosos, mas isso é outra história…).

E não, Dilma. Não vai ser interagindo com um perfil fake da senhora, no Twitter, que este perigo será completamente afastado e a senhora conseguirá conquistar de vez o país, o eleitorado e os jovens que, supostamente, fizeram “o gigante acordar” – que piada esta, diga-se de passagem.

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2 comentários sobre “Os perigos das atitudes padronizadas de Dilma

  1. Aécio deixou uma divida no estado MG de 71 bi, e hoje com atualgov. está 105 bi este é o choque gestão da incompetecia do PSDB, não saber trabalha sem ciar divida vê este escando em São Paulo sobre o cartel do metro, por vc´s não notoriedade aeste escandolo durante omandato do PSDB, em Minas eles não querem deixar apurar porque o escadolo do mensalão começou com o Gov. de Eduardo azeredo que crio Marcos Valério para privatizar os banco estaduais.

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