Mulheres na Política

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Princesa Isabel

Por Isadora Monteiro

No Brasil Colônia, três mulheres foram Chefes de Estado, entre as quais a célebre Princesa Isabel, responsável pela Abolição da Escravatura e gentilmente apelidada de A Redentora.

Mas, no Brasil República, a mulher foi banida do âmbito político-social. Por isso é impossível falar sobre o assunto sem mencionar a Luta Feminista: foi o começo, a base e a razão de estarmos hoje votando, trabalhando fora, ocupando cargos importantes. Embora a guerra ainda não esteja vencida, nossas precursoras deram um passo largo rumo à tão clamada Independência Feminina.

A conquista mais expressiva dessa fogueira de sutiãs, hoje, é a eleição de uma mulher à Presidência da República. Ainda assim, Dilma Rousseff é apenas a 4ª Chefe de Estado na História do Brasil. Portanto, a participação feminina nas esferas de poder ainda é baixa.

Somos vítimas de violência doméstica e discriminadas no ambiente de trabalho. É um paradoxo gritante, filho de uma sociedade que ainda cultiva um machismo velado, quase invisível, mas incrivelmente presente, resistente. Tanto, que os partidos – cuja base é formada por conceitos patriarcais – são controlados por homens que limitam a participação da mulher nas campanhas. E isto ocorre não apenas na política, mas também nos sindicatos, nas universidades, nas famílias, enfim.

Para mudar esse quadro, faz-se urgente uma reforma partidária. A presença da mulher no Congresso deixou de ser meramente simbólica para ser vital, pois questões relacionadas aos nossos direitos seriam vistas de maneira mais natural e corriqueira.

Na verdade, não somente em questões nossas, mas em quaisquer outras, inclusive as econômicas. Essa presença ferrenha ajudaria a eliminar o imaginário social (senso comum) em torno da mulher, fazendo brotar novos conceitos. Não apenas o perfil de mãe ou dona-de-casa, mas especialmente a de dirigente, de chefe. É injusto limitar nossa capacidade aos cuidados da casa e dos filhos, quando essa responsabilidade é do casal.

A intenção é que um dia não precisemos mais ter uma plataforma só nossa porque já teremos conquistado tudo. E o tudo, é o que os homens JÁ têm.

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