Arena Corinthians. Ora, por que o espanto ?

Em primeiro lugar, peço perdão aos amigos do Brasil Decide, site no qual fui convidado pelo João Paulo para escrever sobre. Pois bem, aí está.

Em segundo lugar, é o seguinte. Vejo que, desde 2010, quando anunciaram a construção da Arena Corinthians, percebo que as pessoas estão incomodadas. Não se conformam com um estádio feito com  “dinheiro público”, com “esquema MSI”, com “esquema Lula” e demais acusações que mereciam ser ridicularizadas. Mas o espaço Brasil Decide, de meus amigos, é um lugar sério, e falarei sério com todos os que demonizaram a nossa obra.

Vamos fazer um joguinho ?

Eu peço para que vocês respondam rápido (sem Google) três questões relativas a Arena Corinthians, que ao que me parece, vem gerando tamanho incômodo em alguns:

1)       Você sabe aonde está (ou melhor, aonde estavam) o montante de 400 milhões para as arquibancadas móveis ?

2)      Você sabe o que é um Financiamento ?

3)      Você sabe quanto o Corinthians dá de retorno por ano ?

Provavelmente, não é capaz de responder nenhuma das três. Logo, não deveria falar o que não sabe sobre a Arena Corinthians (que, diga-se de passagem, sairia com Copa ou sem Copa, para 48.000 pessoas. Corinthians nunca pensou num estádio para 70.000. Isso é coisa da FIFA).  Acusação é uma coisa complicada, é preciso provar.

Você pode sim, é seu direito dizer que a obra foi facilitada pelo Efeito Copa, o que é verdade. Mas isso não é demérito pra ninguém.  Em 2007, quando anunciaram a Copa do Mundo aqui, todo mundo queria Copa. Não venha com historinha de “eu não queria”.  Queria sim.

Queria, porque nas ruas se via uma aprovação popular de proporções absurdas.  E porque os raros que não queriam, não foram a CBF protestar, fazer alguma coisa ? Então, ignoramos os chatos e segue o jogo.

A primeira resposta é que não está. Não, esse dinheiro não é da Saúde, da Educação, das Estradas, dos Hospitais, do Saneamento. Esse dinheiro simplesmente não existe. Não é algo físico, que você pega de lugar X e põe em Y. É apenas um dinheiro que se deixa de pagar, pros cofres do Estado.

É do Estado, não pra investimento.  Se não houvesse estádio algum, não haveria 400 milhões pra ninguém, do contrário que vomitam por aí. Não, cara pálida, esse dinheiro, diferente do que você pensa, não é seu, nem meu, nem do seu vizinho, nem do meu vizinho.

A segunda resposta, é que um Financiamento nada mais é um dinheiro do BNDES, que tem este nome justamente para Financiar grandes investimentos que trazem retorno para a sociedade (o que falaremos na Resposta 3).

Quando, na crise econômica, você recebeu desconto de um IPI na compra de um automóvel ou adquirir uma casa financiada, está fazendo exatamente o mesmo que o Corinthians: financiando um sonho. O que é absolutamente normal e legal (não no sentido de “cool”, mas legal, no sentido de Lei). Financiamento não configura dinheiro público, caros amigos.

A terceira resposta saiu esta semana no Globo Esporte: o balanço financeiro do Sport Club Corinthians Paulista de 2012. Faturamento de 358 milhões e 500 mil reais. Agora multiplique isso N vezes com o adendo da Arena Corinthians, e seus parceiros comerciais.

E veja, por tabela, quanto a sociedade (principalmente moradores de Itaquera) vai ganhar. Se, investir no Corinthians hoje, você tem um retorno deste porte (maior da história do país), quanto vai ter investindo na Arena ?

E daí, atrai o comprador, atrai o novo morador pra região, cresce o valor dos imóveis na Região, cresce o número de Obras Sociais alavancadas por empresas parceiras do clube. O que chegaria na casa dos bilhões em retorno para a sociedade. Você, morador da Zona Leste não trocaria 400 milhões (caso este dinheiro, fisicamente, existisse), por 2 bilhões ? A matemática é simples.  Não vai acontecer de hoje pra amanhã, é óbvio. Mas em médio prazo. Coisa de cinco a sete anos. A melhoria para a sociedade que este estádio vai trazer é absurda.

Até pelo momento da Economia Brasileira, que vivemos nos últimos 10, 12 anos. Com todos os problemas, quem era miserável em 1990, é classe média hoje. Quem era classe média em 1990, é emergente hoje.

Você tem uma empregada doméstica ? Um funcionário de classe mais humilde ? Faça um teste. Peça para que ele lhe trazer algumas fotos dele de 25 anos atrás. Veja o que ele era, o que tinha  e o que é/tem hoje. Hoje tem celular, TV a cabo, filho em escola, em universidade, com brinquedos que o seu filho também tem, um automóvel mais bacana, uma casa mais ajustada. Viaja de avião, se alimenta bem, vai ao cinema e até a estádio.

E assim caminhará a sociedade.

O problema do espanto pelo gigantismo numérico desta Arena é o clubismo. Não entrarei neste mérito. Aguardemos o Naming Rights (que, segundo o Diário de São Paulo, está próximo de ser anunciado) e a transformação do bairro de Itaquera.  Não são promessas políticas.  São números.  Basta ver o que aconteceu com todos os parceiros do clube. Desde os nanicos até os multinacionais.  E isso, queira ou não, reflete, cedo ou tarde, na torcida (sociedade).

Só peço que aguarde. Aguarde, veja o projeto andar e refletir no povo, em cinco a sete anos.

Deixe o Corinthians surpreender você com a Arena. O povo agradece.

Até mais !

Luís Butti
@luisbutti

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6 comentários sobre “Arena Corinthians. Ora, por que o espanto ?

  1. Grande texto!
    Penso o mesmo, inclusive muitos que reclamam tanto de “dinheiro público bancando time de futebol”, muito provavelmente tem desconto do ‘minha casa, minha vida’, algo bem parecido com o que houve com esse estádio. Só não acho que o Corinthians dará tanto lucro assim nos próximos anos, 2012 sabemos que foi um ano atípico, a arrecadação vai cair, talvez não muito, mas não sou tão otimista em relação ao retorno.
    abs

  2. No Brasil o nome que se dá à área esportiva é “ESTÁDIO”. Arena era o lugar onde jogavam gente para os leões. Vai ver o nome usado para o do curíntia é o certo.
    Tudo aí acima é besteirol. Já há o Morumbi para atender a Copa do Lula, rejeitado por política suja do miguinho foragido do país chamado Ricardo Teixeira. Há favorecimento para o curíntia com dinheiro público.
    O autor fala em nome dos brasileiros sem permissão. Um verdadeiro PTralha.
    A Copa foi empurrada ao país pelo Seo Lulalá e enfiaram milhões de dinheiro público na armação.
    A mais recente dos curintianos é se acharem “bi” quando só tem uma Libertadores.Bem do estilo lulalau

    • É a FIFA que nos reconhece como Bi-mundiais! Aliás, só o SCCP e o Barcelona gozam deste privilégio! Quanto às suas acusações, é simples… PROVE!!! A boca fala o que quer, duro é provar! Já o faturamento enorme do Timão, que é o que possibilita seu sucesso, isto é fácil de comprovar com nossos balanços financeiros (bilheteria, receita de TV, venda de produtos, negociação de jogadores, etc.)

  3. Bambi chorão, deixa de falar merda. Se tiver uma provas do que diz, então publique e denúncie, e não fique falando só por falar. Se não entendeu o texto acima, volte pra escola. Depois falam que o corinthiano que é burro!!!

  4. Excelente texto,diz tudo como é,e aquilo que os anti Corintianos,não querem ver.É uma pena quando uma pessoa por clubismo,não quer enxergar o quanto a região de Itaquera mudará com a Arena do Corinthians,tendo mais estrutura e se desenvolvendo. Aderval Foster,é o típico Anti corintiano que nem sabe como as coisas acontecem,mas já tira os conceitos dele.Ser anti corintiano,tudo bem,é o teu direito,agora ser burro e se deixar levar pela “ódio clubístico”,só demonstra o quanto a ignorância cega as pessoas.Acontece que a Arena Corinthians,é a arena onde se há mais transparência,afinal todos sabem quanto custará,onde será feito o financiamento,(diga se de passagem,ainda nem dinheiro do BNDES tem),e ai te faço uma pergunta,Sr.Foster,como o Morumbi este belo estadio com padrão Fifa,que quando chove nem alaga,nem vira um piscinão,foi construído?Ah a ditadura daquela época,escondeu toda a “maracutaia” .

  5. Desisti do texto(por perceber que não viria mesmo nada inteligente) nessa parte:

    “Em 2007, quando anunciaram a Copa do Mundo aqui, todo mundo queria Copa. Não venha com historinha de “eu não queria”. Queria sim.”

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