O caminho da Rede e de Marina

 

 

 

 

Heloísa Helena e Marina Silva (foto: UOL)
Heloísa Helena e Marina Silva (foto: UOL)

Por Wanderson Ferreira

Em 16 de janeiro, Leonardo Dahi, um dos editores deste blog, falava sobre o rodízio na terceira força da política brasileira. Nas eleições de 2010, o PV de Marina Silva foi a terceira força da eleição. Uma situação mais ocasional do que estrutural, já que Marina ganhou muitos votos de evangélicos, de indecisos e de insatisfeitos com a dualidade PT/PSDB.

Ao sair do PV, Marina mostrava para o eleitor que não será uma candidata de um tema só. Discursos assim não vencem eleições majoritárias. O presidente precisa mostrar um portfólio de projetos para dirigir a Nação.

Marina disse à Reuters que a Rede Sustentabilidade não pensa em se candidatar a Presidência em 2014. Mas creio que esta frase seja algo mais cauteloso para o caso de não atingir as 500 mil assinaturas que necessita para oficializar o partido. A ex-ministra de Meio Ambiente sabe que a eleição de 2010 foi circunstancial, mas aposta que o tema da sustentabilidade fará a Rede sair do papel.

Por enquanto, a Rede surge para ser mais um partido-anão, fazendo companhia à PSDC, PRTB e à Frente Comunista, PCB e PCO. Mesmo com o declínio que o PSDB apresenta, a Rede não repetirá os 19.636.359 votos de 2010, até porque enfrentará a “popularidade” de Aécio em vez da antipatia de Serra.

Mas espera-se da Rede que consiga acrescentar um novo debate ao tema da sustentabilidade e novos debates sobre outros temas de interesse nacional. Esse é o caminho para a Rede e para Marina Silva.

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