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Pesquisa Ibope: Dilma cai 3% na corrida presidencial

graficoibopeevolucaoDepois do Datafolha, agora é a vez do Ibope divulgar mais uma rodada de intenções de voto para a eleição presidencial de 2014.

A pesquisa do Ibope confirmou a pesquisa do Datafolha e mostrou queda das intenções de voto da presidente Dilma Rousseff. Dilma (PT) foi de 40% para 37%, Aécio Neves (PSDB) oscilou pra cima e foi de 13% para 14%, Eduardo Campos (PSB) manteve os 6% da pesquisa anterior e o Pastor Everaldo Pereira (PSC) caiu de 3% para 2%. Outros candidatos somaram 3%. Branco/nulo: 24%. Não sabe/não respondeu: 13%. No cenário onde Marina Silva (PSB) aparece no lugar de Eduardo Campos, Marina tem 10%.

 

 

 

 

A avaliação positiva do governo também caiu e foi de 36% para 34% de ótimo/bom. Quem acha o governo Dilma regular também ficou em 34%. Ruim/péssimo foi 27% para 30%. Não sabem/não responderam subiu de 1% para 2%.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas com mais de 16 anos em 140 municípios entre as últimas quinta (10) e segunda (14). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos – isso significa que a intenção de voto em um candidato com 10%, por exemplo, pode variar entre 8% e 12%. O levantamento tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o protocolo BR-00078/2014.

Ainda é cedo para o alerta vermelho, mas o sinal amarelo já está aceso no PT

A mais nova pesquisa Datafolha divulgada ontem (05/04) mostrou queda de 6 pontos nas intenções de voto da presidente Dilma em relação a pesquisa anterior (20 de fevereiro).

Nos cenários com os demais candidatos a presidente, Dilma Rousseff (PT) caiu de 44% para 38%, Aécio Neves (PSDB) manteve os 16%, Eduardo Campos (PSB) subiu 1 ponto chegando a 10%, Everaldo Pereira (PSC) caiu de 3% para 2%; Eduardo Jorge (PV), José Maria (PSTU), Denise Abreu (PTN) e Levy Fidelix (PRTB), 1%. Outros candidatos não pontuaram e branco/nulo/nenhum ficou em 20%. Indecisos, 9%.

Os votos do principal candidato entre os chamados nanicos é que vai decidir se vai ter segundo turno. Everaldo Pereira (PSC) tem 2% e pode conquistar até 5% na eleição, segundo prognósticos de analistas políticos. Acho que o Pastor pode fazer mais que 5%. Ele pode chegar até aos dois dígitos. Por isso que o PT articula a desistência da candidatura dele além de apoio do PSC ao próprio PT.

A crise na Petrobras pode ter jogado água na reeleição da presidente Dilma. Caiu no colo da oposição uma chance de ouro para derrubar o PT do poder. Agora, não basta ter um escândalo deste tamanho se a oposição não souber usar na campanha. O mensalão é prova disso. Apesar de ocorrido um ano antes das eleições de 2006, o presidente Lula conseguiu a reeleição.

O mais impressionante dessa pesquisa do Datafolha é que as intenções de voto da presidente Dilma caiu muito, mas a oposição não cresceu ou cresceu quase nada. Ou seja, o povo está desgostoso com o governo Dilma, mas não quer as alternativas que estão aí. Não agora. Por enquanto é isso o que se pode tirar de análise dessa pesquisa.

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Dupla café com leite não ameaça Dilma

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A nova pesquisa Ibope sobre a corrida presidencial parece as anteriores. Mas não é. No cenário mais provável, aquele em que tem como concorrentes Aécio Neves (PSDB), Eduardo Campos (PSB) e uma profusão de nanicos, Dilma resolveria fácil a parada se a eleição fosse agora. A notícia é péssima para a oposição e de relativo conforto para o Planalto.

Faltam seis meses e meio para o pleito, tempo suficiente para vitórias históricas. O problema para os adversários da presidente é que eles já ameaçaram mais do agora. Dilma não se move nas pesquisas. Há quem diga que bateu no teto. Ocorre que seus índices também não cedem, Aecio não sai do lugar e só Campos oscilou. Para baixo.

O cenário fica ainda mais grave para a oposição porque deve ser considerado que o intervalo entre os dois últimos levantamentos foi um período de adversidades para a presidente. Foi a fase da divulgação do pibinho de 2012, de notícias ruins na Petrobras, da deserção de uma médica cubana e de cizânia na base aliada. E nem esse redemoinho de ventos desfavoráveis foi capaz de varrer os altos índices de Dilma nas pesquisas.

Claro que os críticos argumentarão, e com alguma razão, que ela se mantém por cima, mas sem curva de alta. É verdade. Só que também é fato que a bola quicou no campo de ataque da oposição sem que ninguém conseguisse chutar para o gol. Fica a sensação de que, se não aproveitou a maré ruim para a presidente, o bloco adversário tende a ficar desnorteado no momento em que Dilma tiver boas notícias a oferecer.

Outro indicador que merece atenção no levantamento do Ibope é a diferença de apenas 3% que separa o onipresente governador pernambucano Eduardo Campos do quase anônimo pastor Everaldo Dias Pereira, o pré-candidato do PSC. Pela primeira vez em uma pesquisa, Campos ficou mais perto do líder entre os nanicos do que de Aécio. Para ele, chega a ser desolador.

Certo mesmo é que políticos e marqueteiros de oposição devem estar quebrando a cabeça para decifrar o enigma de como grudar em Dilma as notícias ruins que o governo e seus aliados têm sido capazes de produzir em escala industrial. Até agora, os opositores não conseguiram capitalizar nenhum desses muitos deslizes.

Por enquanto, Aécio e Campos mais parecem uma dupla café com leite, que só cumpre tabela. Dá até a impressão que esquentam o banco enquanto a oposição aquece os titulares. Que José Serra e Marina Silva não nos ouçam.

Por Fábio Piperno (@piperno)

Pesquisa presidencial Ibope

A primeira pesquisa presidencial do Ibope para as eleições de 2014 confirma a pesquisa do Datafolha de fevereiro e mantém o resultado que mostra a presidente Dilma Rousseff vencendo a eleição no primeiro turno.

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Dilma aparece com 43% das intenções de voto contra 15% de Aécio Neves e 7% de Eduardo Campos.

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No cenário que Marina Silva substitui Eduardo Campos, Dilma fica com 41%, 14% de Aécio e 12% de Marina. O índice de Marina vem caindo desde quando chegou a 29% de intenções de voto no auge das manifestações de junho de 2013.

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Em outro cenário, onde aparecem candidatos chamados de nanicos, Dilma, Aécio e Campos aparecem respectivamente com 40%, 13%, 6% e 4% dos “nanicos”. Chama atenção o índice de branco/nulo e nenhum: 37%. Mostra que há muitos indecisos, o que deve fazer os candidatos ter mais atenção neles na campanha.

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O Brasil Decide fez um cenário exclusivo só com votos válidos (sem branco/nulo/indecisos – é o que o TSE faz na apuração).

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Dilma fica em primeiro com 63,4%, depois vem Aécio Neves com 20,6%, Eduardo Campos com 9,6% e os candidatos nanicos com 6,4%.

Datafolha lança dúvidas para todos

Os números não são como as cartas, que não mentem jamais. Eles não. Podem iludir e criar miragens capazes de hipnotizar. A mais recente pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial é em certa medida assim. Por mais exatos que os números possam ser, os resultados apontam mais indefinições e dúvidas, do que oferecem certezas.

Para começar, a presidente Dilma ficou no mesmo lugar onde estava no levantamento anterior, realizado em novembro. No cenário mais provável, manteve os 47% de três meses antes. Pode até se dar ao luxo de comemorar discretamente o fato de que os dois rivais mais diretos somam agora 29%, contra os 30% da outra pesquisa, tendo 90 dias a menos para descontar a diferença.

É bom lembrar que nesse trimestre entre as duas pesquisas a presidente viu-se agarrada a um cardápio repleto de notícias ruins. A inflação cedeu pouco, a produção industrial não reverteu a curva de queda, começaram a pipocar deserções entre os médicos cubanos, o PMDB não deu trégua na refrega por mais espaço no governo, os mensaleiros foram para a cadeia, a balança comercial não reagiu, os prazos de entrega dos estádios da Copa foram para escanteio e os black blocs continuam tirando o sono, para não dizer vida, como a do cinegrafista da TV Bandeirantes.

Mesmo com toda essa sucessão de notícias desfavoráveis, Dilma não desce de um patamar confortável. Se não é suficiente para cantar vitória antecipada – e não é mesmo – a marca acima de 40% é alentadora quando não se tem um rival que já tenha batido nos 20%. A dúvida agora é saber por quanto tempo esse nível de fidelidade resistirá caso a presidente não consiga reverter a maré de eventos negativos.

Para sorte do Planalto, o vice-líder nas pesquisas continua em campo sem empolgar. Aécio Neves começou a pré-campanha empurrado por um latifúndio eleitoral, que é o estado de Minas Gerais. O problema é que não deslanchou fora das Alterosas.

Aécio não passa semana sem visitar cidades importantes do estado de São Paulo. Mas sem as companhias do governador Geraldo Alckmin e do ex-presidenciável José Serra nessas visitas, é pouco mais que um estranho no ninho tucano para o eleitor de São Paulo. Em relação à pesquisa anterior, perdeu dois pontos. Pode parecer pouco. De fato, fica dentro da margem de erro. No entanto, em nenhum outro levantamento apareceu com apenas 5% de vantagem sobre o governador Eduardo Campos. E aí reside o perigo de o tucano ser abatido no meio do caminho.

Para o ex-governador de Minas Gerais, terminar o primeiro turno atrás de Dilma, mas só dela, está dentro do script. O problema é ter a vice-liderança fustigada por Campos, um governador popular, jovem e que tem Marina Silva se aquecendo no banco, pronta para entrar na parada. Sem dúvida, a linha amarela está mais acesa do que nunca no ninho tucano.

Quando Marina começar a aparecer de forma mais ostensiva ao lado de Campos, é mais do que provável que o pernambucano venha a se beneficiar com a transferência dos votos que seriam para a ex-ministra, ainda a vice-líder nas pesquisas sempre que tem o nome mencionado nas simulações. Esse é um handicap inacessível a Aécio, que mais do que nunca precisa das estrelas do PSDB paulista na campanha para compensar o possível efeito Marina.

No confronto com o mineiro, até agora um aliado nas críticas ao governo Dilma, Campos ainda tem o bônus de ter sido um aliado de Lula. O passado como parceiro do petista lhe dá a vantagem da elasticidade do discurso. Pode esticar a corda na oposição a Dilma, ao mesmo tempo em que lembra o eleitor do pedigree de companheiro de todas as horas do popular presidente Lula. O que, convenhamos, não é pouco em uma batalha por uma vaga no segundo turno, que pode ser definida por fotochart.

O desafio de Campos, agora com status de pré-candidato que alcançou preferência na casa dos dois dígitos, é ampliar a colheita de votos entre os marineiros. Os de primeira viagem, mais fiéis, já embarcaram na canoa do governador de Pernambuco. Os que chegaram depois, em busca de um nome distante do mainstream político, ainda oferecem alguma resistência. Mas Campos conta com o carisma de Marina para dobrá-los.

Feitas as contas com base nos números do recente Datafolha, as ponderações entre os três competidores mais destacados ficariam nisso. Só que a pesquisa apontou os primeiros indícios de que um novo nome ameaça fazer alguns estragos. No único cenário em que foi mencionado, o pastor Everaldo Dias Pereira (PSC) já surge com 3%, marca suficiente para desgarrá-lo dos demais nanicos.

Na campanha, tem fé que pode fazer barulho. Ele se assume como candidato “de direita”, algo inédito na história das eleições presidenciais do Brasil e calibra o discurso na direção do eleitorado mais conservador, contra o casamento gay, a liberalização da maconha e o aborto. Para tentar materializar o milagre da multiplicação dos votos, defende o legado do presidente Lula e critica Dilma. É também aliado do pastor Marco Feliciano.

Se tem fôlego para ir muito longe, ainda é impossível saber. Mas não se deve esquecer que o falastrão Enéas começou a carreira eleitoral apenas como um folclórico nanico. A graça acabou quando na eleição presidencial de 1994 amealhou 7,38% dos votos, atrás apenas de FHC e Lula. Se chegar a tanto, Pereira pode ser até mesmo o responsável por um segundo turno. O inferno para Dilma. Coisa que para Aécio e Campos não seria de todo mal.

Por Fábio Piperno (@piperno)

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Pesquisa Datafolha: Dilma venceria no primeiro turno

Na primeira pesquisa Datafolha de 2014, Dilma não subiu suas intenções de voto, mas ainda venceria no primeiro turno se a eleição fosse agora.

Nos cenários mais prováveis, a presidente Dilma Rousseff (PT) aparece com 47% das intenções de voto contra 17% de Aécio Neves (PSDB) e 12% de Eduardo Campos (PSB). Branco/nulo/nenhum/indecisos somam 24%. Com Marina Silva no lugar de Campos, Dilma lidera com 43%, Marina em segundo com 23% e, com 15%, Aécio Neves em terceiro. Branco/nulo/nenhum/indecisos somam 19%.

Quando o ex-presidente Lula é colocado na disputa, ele obtém 54% e 51% de intenções de voto em cada cenário que o nome dele aparece e venceria com facilidade no primeiro turno.

Nas simulações de segundo turno, Dilma vence Marina por 50% a 35%. Contra Aécio Neves, Dilma vence por 54% a 27%. Quando a disputa é contra Campos, Dilma derrota o governador de Pernambuco por 55% a 23%.

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Corrida presidencial 2014 e a “judicialização” do brasileiro

Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal - Camilla Maia / O Globo

Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal – Camilla Maia / O Globo

No fim da tarde deste sábado (30), datafolha divulgou uma nova rodada de pesquisas acerca da corrida presidencial de 2014. Dilma continua crescendo, mas o assunto deste post é outro, apesar de relacionado a essa pesquisa.

Chamou atenção o presidente do STF, Joaquim Barbosa, em um dos cenários pesquisados, à frente do candidato do PSDB, Aécio Neves. No referido cenário, Dilma aparece com 44% de intenções de voto, Joaquim Barbosa com 15% e Aécio Neves com 14%. O que levou Joaquim Barbosa a tal patamar de intenções de voto a menos de um ano da eleição? Há várias respostas. Duas em especial.

A oposição não se acerta. Apesar de Aécio ter apoio de todos os diretórios estaduais do partido, Serra ainda briga para ser candidato a presidente da República pelo partido pela terceira vez. O PSDB comete os mesmos erros das últimas eleições presidenciais: não definir logo um candidato e partir para montagem de um plano de governo, e não estabelecer uma estratégia de campanha que não seja repetir mil vezes as palavras mensalão e corrupção.

A maioria dos eleitores de classe média alta não vota no PT e parece cansada do PSDB. Enxerga em Joaquim Barbosa um herói da nação. Aquele que colocou na cadeia políticos corruptos. A ”judicialização” da política brasileira não é de hoje; o brasileiro adora um mártir, um herói, e Joaquim Barbosa cabe perfeitamente nesse personagem do imaginário brasileiro – “O Batman brasileiro”, “O Salvador da Pátria”. Barbosa falou várias vezes que não pretende entrar para política, não agora. Mas já corre nos bastidores a possibilidade dele deixar o STF e se filiar a um partido em Abril de 2014 – para magistrados, este é o prazo final de filiação partidária destinada à disputa de mandatos na próxima eleição. Caso resolva entrar na corrida presidencial, creio que Joaquim Barbosa faria barulho. Mesmo que não para ganhar, conseguiria uma votação expressiva. Com votos dessa classe média alta.

Enquanto Dilma, se não acontecer uma catástrofe muito grande, de proporções devastadoras na política e na economia, a presidente  deve se reeleger – e até com facilidade.

Dilma vai ganhar

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Estamos a um ano das eleições majoritárias de 2014 e a sentença que compõe o título parece arriscada? Sim. Alguns podem achar leviano e até um puro palpite de minha parte – quem me conhece sabe que eu adoro dar uma de oráculo, porém, a vitória de Dilma parece ser algo inevitável, ainda mais se ela continuar singrando nesta calmaria atual.

Será necessária uma catástrofe, uma reviravolta impressionante, para Dilma e sua base perderem votos a ponto de perderem o pleito de daqui doze meses. Se os protestos de junho não foram capazes de tirar o favoritismo e a popularidade da presidenta a ponto dela se ver atrás de algum (possível) concorrente nas sondagens, duvido muito que uma nova onda de levantes consiga impulsionar tal fato. Um escândalo de proporções do “caso Collor”, talvez, seja a única possibilidade para acender o pavio.

Alguns podem dizer, “e o Mensalão, que terá um novo julgamento?”. O Mensalão, apesar de gerar ódio em boa parte das pessoas, foi há distantes oito anos e, aparenta estar distante de Dilma. Tanto que ela e a base aliada conviveram com o bombardeio da mal preparada imprensa brasileira (a tão falada “velha mídia”) no ponto mais agudo de 2012, e mesmo assim tiveram suas imagens ilesas e, talvez, até mais fortalecidas, dados os resultados vistos nos pleitos municipais, e nas pesquisas de popularidade da presidenta.

E sobre os concorrentes dela? Como já falei inúmeras vezes, Aécio é um nome que pode angariar votos, é o futuro do PSDB, mas não é nome para 2014, e sim para 2018. Marina Silva, a possível grande rival de Dilma, não conseguiu legalizar sua Rede Sustentabilidade, e numa manobra ao melhor estilo “raposa”, filiou-se ao PSB para formar uma chapa junto ao ascendente Eduardo Campos. A princípio, parece uma maneira inteligente, se junta a boa imagem de Marina, com os votos que Campos adquiriria, mais seu eleitorado cativo regional. Porém, Marina pode ter apenas desgastada sua imagem ao pular de partido em partido apenas para se lançar a presidência. Mostra que ao contrário do imaginado por muitos, ela não difere em nada dos outros tantos políticos tão execrados pelo público em geral, principalmente, pelos “herois do gigante que acordou” – e que tanto apoiam o nome da ambientalista. E Eduardo Campos, também não tem um nome forte para chegar numa vitória.

A pesquisa do Datafolha, divulgada neste sábado (12/10), evidencia bem a larga vantagem da ex-guerrilheira. Em todos os cenários, Dilma tem mais de 37% das intenções de voto e, pelo menos, nove pontos percentuais de vantagem para o nome mais próximo. Levando em conta, a quantidade de gente que não está nem aí para a eleição ainda e o número naturalmente grande de indecisos desta época, tal dado é impactante – até porque há uma tendência dos indecisos se juntarem ao líder das pesquisas no fim das contas. Ou seja, Dilma só sai do Planalto se algo sobrenatural acontecer. E se acontecer, o PT tem apenas Lula como “carta na manga”.

Por Gustavo Santos Vaz
Pesquisa Datafolha 12-10-13

Eleições 2014: Pesquisa CNT/MDA

Dilma Rousseff (Foto: Antonio Cruz/ABr)

Dilma Rousseff (Foto: Antonio Cruz/ABr)

Na última terça-feira (10/09) foi divulgada pesquisa CNT (Confederação Nacional dos Transportes) em parceria com o instituto MDA para corrida presidencial 2014.

Dilma Rousseff-PT 36,4%; Marina Silva-REDE 22,4%; Aécio Neves-PSDB 15,2% e Eduardo Campos-PSB 5,2%. Foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 135 municípios de 21 unidades da federação, das cinco regiões, entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro de 2013. A pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Essa pesquisa mostrou que a presidente Dilma continua se recuperando da queda de mais de 30%, sofrida após as manifestações de junho, Marina continua sendo sua principal rival, a candidatura de Aécio Neves ainda não decolou e Eduardo Campos, por enquanto, é um coadjuvante.

Ainda tem o fator José Serra, que pode sair candidato pelo PPS e seria um desastre para a candidatura Aécio Neves. Serra disputaria o eleitorado tucano e antipetista contra o candidato do PSDB. Provavelmente, Serra não chegaria ao segundo turno, mas impediria Aécio e ajudaria Marina. É a oportunidade para Serra retornar o favor que Marina fez a ele em 2010; os 20 milhões de votos da atual pré-candidata da REDE ajudaram-no a chegar a disputar o 2º turno com Dilma em 2010.

A principal dúvida no momento é: conseguiria Marina, sem um grande tempo de TV e sem uma grande estrutura partidária, ter força para se consolidar como principal adversária da presidente Dilma? A resposta virá com o desenrolar das negociações de apoio e com o desempenho obtido pela presidente Dilma Rousseff até o momento das eleições.

Pesquisa do Ibope indica preferência pelo PT, só que com Lula mais popular que Dilma

Dilma e Lula

Dilma e Lula

O Estado de São Paulo encomendou pesquisa em conjunto com o Ibope sobre a eleição presidencial do próximo ano.

Em todos os quatro cenários especulados, o candidato do PT teria vantagem sobre os outros, porém, o ex-presidente Lula apresenta maior popularidade que a atual presidente (presidenta, como queiram) Dilma Rousseff.

Nos dois cenários que tem Dilma presente, ela tem vantagem de um dígito porcentual em relação à Marina Silva (REDE). São 30% x 22% em um cenário envolvendo as duas mais Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), e 29% x 22% na projeção que conta com uma hipotética candidatura de Joaquim Barbosa, ministro do STF, além dos quatro candidatos mais prováveis. Ambos cenários indicando um segundo turno entre Dilma e Marina.

Caso Lula fosse acionado, ele teria 41%, contra 18% de Marina, 12% de Aécio e 3% de Eduardo Campos. Num cenário envolvendo Barbosa na disputa, Lula perderia um pouco, mas teria uma confortável vantagem de 39%, contra 17% de Marina. O ministro do STF apresentaria 6% das intenções nesse cenário.

Um fato interessante é que Barbosa não aparenta ter nem um pouco da unanimidade que seus simpatizantes alegam que ele tenha, visto suas intenções baixas e uma influência natural nas pesquisas, nas quais rouba votos de todos, e não apenas de um potencial candidato. Isto prova, por enquanto, que Barbosa ainda não é um nome que possa ameaçar o PT e ser um favorito para a presidência.

A pesquisa também apresenta um cenário extremamente favorável ao PT. Além de deter a liderança em todos os cenários, o partido tem uma opção ainda melhor, caso veja que Dilma tem sua reeleição ameaçada. Já Dilma, particularmente, sofreu com os recentes acontecimentos, vendo seu índice de intenções caírem de 58% para 30% na simulação com quatro candidatos, enquanto Marina cresceu de 12 para 22%. Um cenário estimulado pela onda antipartidária adotada nos últimos protestos, muito encampada pela classe média e alta, sobre a qual escrevi neste texto sobre outra pesquisa no começo do mês.

A grande questão do cenário político que pode se desenhar é: Lula teria vontade de sair do seu conforto pós-presidência e arriscar sua popularidade numa nova gestão? Aqui pode morar o possível grande problema para a situação em 2014, caso Dilma não se sustente.

Por Gustavo Santos Vaz
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