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Eleições 2014: Mais uma reviravolta; Dilma passa Aécio

Datafolha e Vox Populi divulgaram pesquisas que mostram números idênticos na corrida presidencial. Dilma Rousseff (PT) aparece com 46% dos votos totais e Aécio Neves (PSDB) com 43%. Nos votos válidos, Dilma tem 52% e Aécio, 48%. 6% não sabe e 5% de branco/nulo e nenhum.

Mais cedo, a pesquisa CNT/MDA também mostrou uma leve vantagem da presidente Dilma em relação a Aécio. Segundo a consulta, a petista aparece com 50,5% dos votos válidos, contra 49,5% do senador tucano.

Rejeição a Aécio atinge recorde de 40% e Dilma tem 39%. [Datafolha]

A aprovação do governo Dilma chegou em seu melhor momento desde novembro de 2013. A avaliação positiva chegou aos 42%, ruim/péssimo caiu para 20% e regular ficou em 37%. [Datafolha]

É mais uma virada dessa eleição histórica. Injeta ânimo na campanha petista e, principalmente, na militância. Mas não pode calçar o salto alto faltando tão pouco e ainda mais numa eleição tão imprevisível e dividida.

datafolha.20.10

Eleições 2014: Pesquisa presidencial Datafolha

Dilma

A presidente Dilma (PT) subiu de 37% para 40% na nova pesquisa presidencial Datafolha divulgada na noite desta sexta-feira (26), Marina Silva (PSB) caiu de 30% para 27% e Aécio Neves (PSDB) subiu de 17% para 18%.

No segundo turno, Dilma e Marina estão empatadas no limite da margem de erro (2%) por 47% a 43%, para Dilma. Apenas os votos válidos, Dilma fica com 52%, contra 48% de Marina.

Votos válidos no primeiro turno, Dilma tem 45%; Marina, 31%, e Aécio, 21%.

Por essa pesquisa Datafolha, Dilma precisa de mais 6 pontos para conseguir a reeleição já no dia 5 de outubro sem necessidade de segundo turno. Só vejo uma explicação para essa queda de Marina e não subida do Aécio: efeito Escócia. O povo quer mudança, mas não quer arriscar um “tiro no escuro”. Enquanto o discurso da oposição for apenas “corrupção”, PT vai levar todas as eleições.

A reta final deste primeiro turno promete muitas emoções.

Dilma e Marina próximas do segundo turno

ibope

Pesquisa Ibope divulgada na noite de terça-feira (23) praticamente definiu o segundo turno entre a presidente Dilma (PT) contra Marina Silva (PSB). Aécio Neves, que mantinha esperanças de ir ao segundo turno graças à subida de quatro pontos na pesquisa anterior, vê suas chances diminuírem para quase zero.

Dilma, 38%, Marina, 29%, e Aécio, 19%. Segundo turno, Marina e Dilma estão empatadas com 41%. Entre Dilma e Aécio Ibope aponta para 46% a 35% para petista. Avaliação governo Dilma – ótimo/bom, 39%, regular, 33%, e ruim e péssimo, 28%.

Os onze minutos de programa eleitoral de rádio e TV estão sendo preciosos para Dilma. Explica a recuperação nos números da presidente, mesmo o Ibope das emissoras caindo para níveis baixíssimos durante o horário eleitoral. Mas a avaliação positiva do governo ter melhorado talvez seja o principal fator da melhora nos números de Dilma. A reeleição da presidente passa por uma boa aprovação do seu governo.

Apesar da queda de Marina nas últimas pesquisas, ela está se consolidando na casa dos 25% a 30%. Ou seja, a ofensiva do PT contra ela tirou poucos votos. Tudo indica que Aécio recuperou alguns votos que foram para Marina. Faltando onze dias para o primeiro turno, só um novo grande acontecimento para ocorrer uma nova reviravolta.

Essa eleição 2014 já é histórica e a mais imprevisível desde 1989 e pode marcar o fim de uma polarização de 20 anos entre PT e PSDB na disputa presidencial.

ibope - votos validos

Votos válidos – Dilma, 43%, Marina, 32%, Aécio, 21%, e outros candidatos somam 3%.

Pesquisa presidencial Ibope

dilma-marina-aecio

Há uma tendência de queda de Marina em quase todas as cinco áreas pesquisadas pelo Ibope. Na outra ponta, há uma subida de Aécio. Enquanto Dilma oscila para baixo e para cima dependendo da área pesquisada. O “efeito Marina” tudo indica que acabou e os números dela podem continuar caindo nas próximas pesquisas, ou ela chegou ao seu teto de votação e vai com ele até a eleição. Mas os números das simulações de segundo turno continuam favoráveis à Marina. O que mostra que a estratégia do PT de bater forte em Marina não sutil o efeito esperado. Já a estratégia do PSDB de juntar Dilma e Marina deu uma sobrevida para candidatura de Aécio.

Marina Silva pode ser problema ou pesadelo

Marina Silva

O primeiro Datafolha fechado após a trágica morte de Eduardo Campos mostra que Marina Silva pode ser um problema para Aécio no primeiro turno e um pesadelo para Dilma no segundo. Eis os resultados: Dilma 36%, Marina 21% e Aécio 20%. Em quarto, bem distante, segue o Pastor Everaldo, com 3% do rebanho.

O resultado não surpreende. De acordo com o mesmo instituto, Marina alcançava 27% no levantamento de abril, o último em que seu nome foi oferecido ao público até o desaparecimento de Campos. Visto dessa ótica, o empate técnico não chega a ser um mau resultado para Aécio. O candidato sabe que contará com muito mais tempo de propaganda na televisão do que a provável candidata do PSB e, certamente, com muito mais capacidade que os ‘sonháticos’ para robustecer o caixa da campanha.

O problema para o senador mineiro será recalibrar a campanha. Se antes toda a artilharia tinha como alvos a presidente Dilma, agora o Tucano terá que se defender de um ataque especulativo produzido por uma adversária de biografia respeitável, assessorada por reluzentes grifes da economia e que ainda tem a seu favor um clima de comoção popular. Por mais evoluído e cirúrgico que possa ser o marketing político ainda não desenvolveu arma 100% certeira para golpear esse combo de vantagens.

Começando pelo fim, analistas de A a Z, de plumagem tucana ou de estrela vermelha na lapela, acreditam que quando o trauma pela trágica morte de Campos for mais assimilado, o componente emocional que agora atrai o eleitor para Marina vai se esvair, o que distanciaria esse voto da rede da candidata. É possível. É inegável que qualquer pesquisa feita agora vai captar os efeitos da comoção popular provocada morte precoce do ex-governador pernambucano. Como vice de Campos, Marina seria a natural beneficiária dessa herança emotiva que, no entanto, tem prazo de validade curto, antes de começar a se diluir.

Dito isso, falta apenas combinar com os russos, como ensinou Mané Garrincha. Por acaso, alguém é detentor da métrica perfeita para medir quanto tempo dura o impacto de uma tragédia tão eloquente quando o acidente que vitimou o jovem e promissor Campos? Não se deve esquecer que o intervalo entre o enterro e o dia do voto será de apenas 49 dias. Portanto, os adversários de Marina precisam correr.

Para dificultar a vida dos concorrentes, a ambientalista está assessorada na economia por estrelas de livre trânsito no mercado, como André Lara Resende, um dos pais do Plano Real, e Eduardo Gianetti da Fonseca. Ambos, é bom que se diga, vinhos da mesma refinada cepa dos economistas tucanos. É claro que a candidata tem um latifúndio de dificuldades no relacionamento com o agronegócio. Mas o lastro garantido pela dupla Lara Resende – Gianetti, mais os acordos fechados por Eduardo Campos, podem reduzir as diferenças.

Por último, a biografia de Marina deixa poucos flancos abertos aos ataques rivais. No máximo, é possível atirar contra certo fundamentalismo religioso ou ainda questionar atrasos que os lobbies ambientalistas causaram as obras importantes. Mas nada que se compare aos esqueletos que os outros concorrentes tentam ocultar.

Os tucanos sabem que com a chegada de Marina ao páreo o segundo turno é quase uma certeza. Só não podem cravar que o segundo lugar continuará reservado a eles. E quando a propaganda eleitoral mostrar que Eduardo Campos agora é Marina, o efeito pode ser ainda mais devastador. Nunca é demais lembrar que o trabalho de campo do Datafolha foi fechado antes do velório de Campos, quando se viu a candidata dividindo a dor da perda com a família do ex-governador.

Fora isso, ainda há o “voto útil”. Se Marina se mantiver em níveis próximos aos de Aécio até a eleição, há uma grande chance de que ela receba o voto antipetista não identificado, aquele que simplesmente beneficia o candidato com mais chances de derrotar o PT.

Para Dilma, os ‘sonháticos’ representam um pesadelo. Na simulação Datafolha de segundo turno, Marina alcançou 47%, contra 43% da presidente. O PT sabe que a ambientalista receberia, sem esforço, o voto Tucano caso seja uma das finalistas. Por isso, torce para que a decisão não seja entre as duas mulheres que, além do desejo de ocupar o Planalto, têm em comum o fato de já terem sido ministras de Lula. Por incrível que pareça, Aécio pode contar com uma pequena, e disfarçada, torcida petista.

Fabio Piperno (@piperno) é jornalista do canal por assinatura Band Sports, Band News e Bradesco Esportes FM
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